Evangelho do dia 19 de agosto Mt 20,1-16 — Os operários
Quarta-feira da 20ª Semana do Tempo Comum
Referência: Mateus 20, 1-16
O Reino dos céus e o dono da vinha
O capítulo 20 de Mateus abre com uma comparação belíssima. O Reino de Deus é semelhante a um pai de família que sai de madrugada para assalariar trabalhadores. Ele busca incessantemente mãos para cultivar a sua vinha.
O chamado em diversas horas do dia
E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça, E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram. (Mt 20,3-4)
O proprietário sai às nove, ao meio-dia, às três da tarde e até às cinco. Ele não desiste de procurar trabalhadores. Essa atitude revela o coração incansável de Deus, que chama a todos, em diferentes momentos da vida.
A hora do pagamento ao fim da jornada
No fim do dia, chega a hora do acerto. A ordem de pagamento começa pelos últimos contratados. Aqueles que trabalharam apenas uma hora recebem um denário, a diária completa de um trabalhador daquela época.
A murmuração dos primeiros trabalhadores
E os que vieram primeiro, cuidavam que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam um dinheiro cada um. E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família. (Mt 20,10-11)
A expectativa humana entra em choque com a lógica divina. Os que suportaram o calor do dia inteiro sentem-se injustiçados. Eles contavam o mérito pelo esforço, ignorando o contrato generoso feito no início.
A resposta do proprietário da vinha
Amigo, não te faço agravo; não ajustaste tu comigo um dinheiro? Toma o que é teu, e retira-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti. Ou não me é lícito fazer o que quiser do que é meu? Ou é mau o teu olho porque eu sou bom? (Mt 20,13-15)
A justiça de Deus é perfeita: cumpriu-se o acordo. Porém, a Sua misericórdia transborda. A inveja dos primeiros ofusca a alegria de ver o sustento garantido aos últimos, que também precisavam alimentar suas famílias.
Aplicações para a nossa caminhada de fé
Quantas vezes agimos como os operários da primeira hora? Julgamos os que chegam tardiamente à Igreja, acreditando que somos mais merecedores do céu. A salvação é dom gratuito. O mérito é todo de Cristo.
O último será o primeiro
O texto nos desafia a purificar nosso olhar. Precisamos nos alegrar com a bondade de Deus para com o próximo, abandonando a inveja espiritual. Trabalhar na vinha do Senhor já é, por si só, um grande privilégio.
Ponto de contemplação
Agradeçamos pelo chamado de Deus em nossa vida, seja ele na juventude ou na velhice. Peçamos um coração generoso, capaz de celebrar as graças derramadas sobre os nossos irmãos, sem murmurações.
Equipe Blog do Lago – Imagem gerada por IA













