Onça-pintada é capturada em Foz do Iguaçu após susto
Uma onça-pintada foi capturada com segurança na manhã deste domingo (28), depois de circular por dois dias em áreas residenciais do bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu (PR). O animal, batizado de Tape’ỹ, recebeu atendimento veterinário de emergência e agora aguarda resultado de exames que vão definir seu destino.
Resumo da captura
Local: bairro Três Lagoas, Foz do Iguaçu (PR)
Animal: onça-pintada, macho, entre 4 e 5 anos, 75 kg
Nome dado: Tape’ỹ (tupi para “aquele que perdeu o caminho”)
Instituições envolvidas: Projeto Onças do Iguaçu, Proyecto Yaguareté (Argentina), Parque Nacional do Iguaçu/ICMBio, Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional, Polícia Ambiental e Polícia Militar
Situação atual: em tratamento, sob avaliação no Hospital Veterinário do Refúgio Bela Vista
Primeiro registro assustou moradores no sábado
O caso começou na manhã de sábado (27), quando câmeras de segurança flagraram a onça caminhando por ruas do Três Lagoas. Assim que foi acionada, a equipe do Projeto Onças do Iguaçu se deslocou até o local. Por meio de rastros e pegadas, os especialistas confirmaram que o animal havia circulado próximo a residências antes de voltar para um fragmento florestal às margens do lago de Itaipu.
Armadilhas fotográficas monitoraram a área
Como medida preventiva, equipes do Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional instalaram armadilhas fotográficas na mata para acompanhar a movimentação do animal. Durante todo o sábado não houve novos registros, o que indicava que a onça havia permanecido no interior da vegetação.
A operação reuniu instituições brasileiras e argentinas em torno de um mesmo objetivo. Projeto Onças do Iguaçu e Proyecto Yaguareté atuaram lado a lado durante todo o monitoramento, reforçando que a conservação da onça-pintada na região do lago de Itaipu já é tratada como pauta binacional.
Onça reaparece na varanda de uma casa no domingo
Por volta das 6h30 deste domingo, moradores voltaram a entrar em contato com a equipe após registrarem, em vídeo, a onça na varanda de uma residência. A partir desse momento, uma operação de captura foi iniciada de forma imediata. A área foi isolada para garantir a segurança tanto da população quanto do próprio animal.
Captura foi rápida e sem incidentes
Uma equipe veterinária especializada sedou o animal, que em seguida foi acomodado em uma caixa de transporte e levado ao Hospital Veterinário do Refúgio Biológico Bela Vista da Itaipu Binacional. Lá, passou por avaliação clínica completa, com coleta de sangue e outros materiais biológicos para exames laboratoriais, além de radiografias.
Exames revelaram ferimento no dorso do animal
Durante os procedimentos, os veterinários constataram uma extensa laceração no dorso da onça, que já recebeu tratamento. Trata-se de um macho adulto, com idade estimada entre quatro e cinco anos e peso de 75 quilos.
O animal capturado não corresponde a nenhuma onça já monitorada pelo Projeto Onças do Iguaçu. É um indivíduo até então desconhecido pela equipe, o que reforça o caráter inédito do episódio: há mais de vinte anos não existem registros confirmados de onças-pintadas nessa área do lago de Itaipu.
De onde veio Tape’ỹ?
Ainda não é possível determinar de onde o animal veio nem quais fatores o levaram a percorrer uma área urbana. Nos próximos dias, os resultados dos exames vão orientar a decisão, tomada de forma técnica e criteriosa, sobre qual será o destino mais adequado para a onça.
O significado do nome dado ao animal
O nome Tape’ỹ vem do tupi e significa “aquele que perdeu o caminho”. A escolha faz referência direta à trajetória incomum percorrida pelo animal antes de ser encontrado, longe de seu habitat e em meio a uma área urbana.
Colaboração da população foi decisiva
O sucesso da operação só foi possível graças à atuação integrada das instituições envolvidas e à cooperação internacional entre os projetos. A colaboração da população local também teve papel central: em vez de reagir contra o animal, os moradores acionaram imediatamente as equipes responsáveis, permitindo que a captura ocorresse de forma segura e dando à onça uma nova oportunidade de vida.
Equipe Blog do Lago – vídeo e imagem: redes sociais















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