Grupo para vício em apostas começa em Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu abre grupo de apoio para quem enfrenta vício em apostas
O Ambulatório de Saúde Mental, ligado à Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, vai realizar um grupo terapêutico voltado a pessoas que enfrentam dificuldades com jogos de azar e apostas online. O serviço é gratuito, sigiloso e acolhe também familiares e pessoas próximas dos participantes.
Os encontros acontecem toda terça-feira, às 9 horas, na Rua Vereador Moacir Pereira, 900, ao lado da UBS da Vila Yolanda. O espaço é conduzido por psicólogo e funciona sob sigilo — o que for compartilhado dentro do grupo fica no grupo.
Quem pode participar do grupo terapêutico
Pode se inscrever qualquer pessoa que enfrente dificuldades relacionadas a apostas ou jogos de azar, independentemente da frequência ou do valor envolvido. Familiares e pessoas próximas também são bem-vindos, porque o processo de cuidado costuma ser mais eficaz quando a rede de apoio está presente.
A participação é voluntária. O grupo respeita o ritmo de cada um, sem cobranças nem metas de abstinência imediata logo nos primeiros encontros.
O que acontece durante os encontros
O grupo é um espaço de escuta e troca. Os participantes vão poder falar sobre o que estão vivendo, ouvir outras experiências e, junto com o psicólogo, construir estratégias para lidar com o comportamento de apostar e seus efeitos no dia a dia.
Os temas que costumam aparecer incluem impactos nas finanças, desgaste nas relações familiares, ansiedade e culpa. A ideia não é julgar, mas ajudar cada participante a entender o próprio comportamento e encontrar caminhos de saída.
Quando o encaminhamento psiquiátrico é necessário
Nem todo participante vai precisar de avaliação psiquiátrica, mas o grupo está preparado para identificar casos que precisam de um suporte mais especializado. Se o psicólogo perceber sinais de agravamento, o participante pode ser encaminhado para atendimento psiquiátrico no próprio Ambulatório de Saúde Mental, sem precisar buscar outro serviço.
O que diz a responsável pela Divisão de Saúde Mental
Renata Carvalho, responsável pela Divisão de Saúde Mental de Foz do Iguaçu, listou os principais sinais que justificam buscar ajuda: perdas financeiras repetidas, incapacidade de interromper as apostas, conflitos familiares, isolamento social, ansiedade e sofrimento emocional. “Buscar ajuda precocemente aumenta as possibilidades de recuperação e evita que esses impactos se agravem”, afirmou.
Como funciona o serviço pelo SUS
O grupo faz parte da estrutura do Ambulatório de Saúde Mental de Foz do Iguaçu, que atua com atendimento integral, humanizado e centrado na pessoa, seguindo os princípios do SUS. O serviço é totalmente gratuito para moradores do município.
Por que a rede de apoio faz diferença
Familiares de quem aposta compulsivamente também carregam o peso do problema, muitas vezes em silêncio. O grupo reconhece isso e abre espaço para essas pessoas também, sem que precisem estar em crise para participar. Entender o que acontece com alguém próximo já é um passo importante.
Perguntas frequentes sobre o grupo para vício em apostas em Foz do Iguaçu
O grupo para vício em apostas em Foz do Iguaçu é gratuito?
Sim. O serviço é oferecido pelo Ambulatório de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde de Foz do Iguaçu, sem nenhum custo para o participante. O atendimento segue as diretrizes do SUS.
Familiar de apostador pode participar mesmo sem ter o problema?
Pode. O grupo acolhe familiares e pessoas próximas de quem enfrenta dificuldades com apostas. A rede de apoio é parte do processo de cuidado e tem espaço garantido nos encontros semanais.
Os encontros são sigilosos?
Sim. O que é compartilhado no grupo permanece no grupo. O serviço segue os princípios éticos do atendimento em saúde mental e garante privacidade a todos os participantes.
É preciso ter diagnóstico para participar do grupo?
Não é necessário nenhum diagnóstico prévio. Basta sentir que as apostas estão causando problemas, seja financeiros, familiares ou emocionais, para procurar o serviço.
O que acontece se o psicólogo identificar um caso mais grave?
O participante pode ser encaminhado para avaliação psiquiátrica no próprio Ambulatório de Saúde Mental, sem precisar buscar outro serviço. O encaminhamento depende da avaliação clínica e da necessidade de cada caso.
Com informações da PMFI – Foto: Divulgação














