Evangelho do Dia 17/12/2025: A Missão e a Messe de Deus
Prezados irmãos e irmãs em Cristo, a liturgia da Palavra nos convida hoje, 17 de dezembro de 2025, a contemplar a profundidade do amor e da missão de Jesus, conforme nos revela o Evangelho de São Mateus. Às portas do Natal, este tempo do Advento nos prepara não apenas para celebrar o nascimento do Salvador, mas também para vivenciar ativamente a mensagem que Ele nos deixou. Que a Palavra que hoje nos é oferecida ilumine nossos corações e inspire nossas ações.
Evangelho segundo São Mateus 9,35-10,1.6-8
Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: ‘A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!’ E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: ‘Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: O Reino dos Céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios.’
Palavra do Senhor.
Glória a vós, Senhor.
Reflexão do Evangelho do Dia: A Compaixão de Jesus e o Chamado Missionário
O Evangelho que hoje ressoa em nossos corações, extraído de São Mateus 9,35-10,1.6-8, nos apresenta um retrato vívido de Jesus em sua incansável obra de salvação. Vemos o Mestre em constante movimento, não limitado a um templo ou uma localidade, mas percorrendo “todas as cidades e povoados”. Este dinamismo revela a urgência e a amplitude de sua missão: levar a Boa Nova, o Evangelho do Reino, a cada canto e a cada pessoa, acompanhando-o de gestos concretos de cura e libertação.
A imagem das multidões “cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor” é profundamente comovedora e, infelizmente, ainda atual em muitos contextos. Jesus não é um observador distante; Ele sente compaixão. Esta emoção transcende a mera piedade; é uma identificação profunda com o sofrimento alheio, que o move a agir. As pessoas estavam sem direção, exploradas, doentes física e espiritualmente, e Jesus, o Bom Pastor, não podia ignorar seu clamor silencioso. Sua compaixão é a mola propulsora de toda a sua ação evangelizadora.
Diante dessa vastidão de necessidades, Jesus faz uma constatação que se torna um convite perene para cada um de nós: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.” A “messe” representa a colheita, que aqui simboliza a humanidade em sua sede de Deus, de sentido, de cura e de justiça. É um campo fértil, maduro para ser colhido, mas faltam braços. Este não é um lamento de Jesus, mas um chamado veemente à oração e ao engajamento. Ele nos exorta a pedir ao “dono da messe” – que é o próprio Deus Pai – que envie mais operários. Esta oração é um ato de confiança na providência divina e, ao mesmo tempo, um reconhecimento de nossa corresponsabilidade na missão.
E o chamado não fica apenas na oração. Jesus, então, chama os seus doze discípulos e confere-lhes poder e autoridade. Não os envia despreparados, mas os capacita para a tarefa. Eles recebem o poder de “expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade”. É uma delegação que abrange a libertação do mal em todas as suas manifestações – espirituais, psicológicas e físicas. A missão dos discípulos, e consequentemente da Igreja e de cada batizado, é dar continuidade à obra de Jesus, sendo seus braços, voz e coração no mundo.
As instruções de Jesus aos discípulos são claras: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: O Reino dos Céus está próximo. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios.” Esta missão é multidimensional: é um anúncio de esperança (‘O Reino dos Céus está próximo’), mas também uma ação concreta de caridade e libertação. A prioridade inicial pelas “ovelhas perdidas de Israel” reflete o plano divino que se desdobraria para abranger todas as nações. É um lembrete de que a caridade deve começar por aqueles que estão mais próximos e necessitados.
A Mensagem do Evangelho de Hoje na Espera do Advento
No coração do Advento, este Evangelho do dia 17/12/2025 ressoa com particular intensidade. Enquanto aguardamos a vinda do Senhor no Natal, somos convidados a refletir sobre como estamos vivendo nosso próprio chamado missionário. Estamos atentos às “multidões cansadas e abatidas” ao nosso redor? Estamos dispostos a ser esses “trabalhadores” que o Senhor busca para sua messe? O Advento é um tempo de esperança ativa, de preparação não apenas para recordar um evento passado, mas para acolher o Cristo que vem hoje e sempre em nossa história, e para nos tornarmos seus colaboradores na construção do Reino.
Que a mensagem deste Evangelho nos impulse a uma fé mais comprometida, a uma caridade mais atuante e a uma esperança que se traduz em serviço. Que possamos, inspirados por esta Palavra, renovar nosso compromisso batismal e ser instrumentos da misericórdia divina neste mundo, especialmente para aqueles que mais necessitam de um pastor e da proximidade do Reino de Deus. Saiba mais sobre o Santo do Dia e aprofunde sua fé neste tempo especial de preparação.
Oração de Hoje inspirada no Evangelho (17/12/2025)
Senhor Jesus, que em vossa infinita compaixão, enxergastes as multidões cansadas e abatidas, e as amastes profundamente, pedimos que abrais nossos olhos e corações para as necessidades de nossos irmãos e irmãs. Despertai em nós o desejo de sermos vossos fiéis trabalhadores na vasta messe do mundo. Capacitai-nos, como fizestes com vossos discípulos, para curar, consolar e anunciar a Boa Nova do vosso Reino que se aproxima.
Que, movidos pelo vosso Espírito, possamos levar esperança onde há desespero, luz onde há trevas, e amor onde há indiferença. Dai-nos a graça de sermos vossos instrumentos de paz e justiça, construindo um mundo mais fraterno, à imagem do vosso amor. Que vossa vinda, que celebramos neste tempo do Advento, nos encontre vigilantes e ativos em vossa missão.
Amém.












