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Sete dicas para escolher uma especialidade médica

    A medicina é vista como uma carreira nobre e carregada de status, e que exige dedicação e renúncias. Escolher qual especialidade seguir pode ser uma tarefa complexa, que envolve reflexão sobre interesses pessoais, habilidades, além da análise de fatores como processo para formação, remuneração, mercado de trabalho e expectativas com relação ao futuro.

    O estudo Demografia Médica no Brasil 2025, publicado por meio de um acordo de cooperação técnica entre a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), a Associação Médica Brasileira (AMB) e o Ministério da Saúde, aponta que, em dezembro de 2024, o Brasil contava com 353.287 médicos especialistas, entre eles, otorrinolaringologistas na cidade de São Paulo. Esse número de médicos especialistas representa 59,1% do total de médicos registrados no país. 

    Entre as 55 especialidades regulamentadas no Brasil, sete delas concentram 50,6% do total de especialistas: Clínica Médica, Pediatria, Cirurgia Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Anestesiologia, Cardiologia e Ortopedia e Traumatologia. As especialidades que registram procura mais baixa são Dermatologia, Urologia, Neurocirurgia, Infectologia e Medicina Intensiva. 

    Há especialidades de acesso direto, que são aquelas que têm início imediatamente após a graduação, sem exigência de residência prévia, com duração variando entre dois e cinco anos. Nesse caso, é possível fazer a escolha ainda ao longo da graduação.Clínica Médica, Pediatria, Clínica Geral, Ginecologia e Obstetrícia, Psiquiatria, Medicina de Família e Comunidade são exemplos de especialidades de acesso direto. Há, ainda, especialidades com pré-requisito, como é o caso de Cardiologia e Gastroenterologia, por exemplo, que demandam a realização prévia de Clínica Médica. 

    Como escolher a especialidade em Medicina

    Diante de tantas opções, saber qual área seguir costuma ser dúvida entre estudantes de Medicina e médicos recém-formados. Fato é que a escolha deve ser pessoal, considerando fatores diversos.

    1. Exclua o que não quer 

    A dica pode parecer simples, mas quando alguém começa a eliminar aquilo que não deseja, abre espaço para algo que pode gerar interesse. Assim, listar por ordem de desinteresse ajuda a eliminar o que não interessa, facilitando a escolha. 

    1. Foque naquilo que desperta interesse

    Excluídas as áreas que não interessam, é hora de focar naquilo que move as paixões e desperta interesse. De nada adianta, por exemplo, o futuro médico pensar em uma carreira financeiramente recompensadora se aquela área não estiver alinhada com o que desperta interesse e habilidades. Pensar no público que receberá os cuidados é importante, assim como considerar se o interesse está relacionado a trabalhar com a promoção da saúde ou até mesmo avaliar ter que lidar com pacientes com doenças incuráveis. 

    1. Considere a remuneração

    Embora seja um fator relevante, a remuneração não deve ser o único a influenciar na decisão. Muitas vezes, especialidades que trazem maiores salários tendem a apresentar mais exigências, que talvez não se adequem a todos. Geralmente, especialidades que incluem procedimentos tendem a ter maior remuneração.

    1. Avalie estilo e qualidade de vida

    Para pessoas que pensam, por exemplo, em seguir carreira em uma cidade pequena, é preciso considerar quais especialidades terão espaço naqueles locais. Além disso, é importante ponderar sobre jornadas longas e plantões versus horários mais flexíveis. Considerar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal pode auxiliar na tomada de decisão.

    No caso, por exemplo, de médicos que realizam transplantes, como nefrologistas – rim é o órgão mais transplantado no Brasil, cirurgiões digestivos, pneumologistas, cirurgiões plásticos, entre outros, o regime de trabalho funciona em esquema de plantão, o que faz com que a jornada exija muito do profissional. 

    1. Analise o mercado de trabalho

    Algumas regiões podem ter maior demanda por algumas especialidades, enquanto outras podem apresentar mercado saturado. Para quem está tentando definir qual carreira seguir, realizar uma pesquisa de mercado pode ser uma boa estratégia. 

    1. Aproveite a experiência prática

    Para quem ainda está na graduação, aproveitar os estágios para vivenciar o dia a dia das diferentes especialidades pode ajudar a compreender melhor a rotina de cada área e como elas se encaixam, ou não, em cada perfil.

    1. Considere testes vocacionais

    Os testes vocacionais também podem ser uma ferramenta para auxiliar a identificar aptidões e afinidades.

    Da Assessoria – Foto: Tima Miroshnichenko/Pexels