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Reforma da Feira do Produtor vai transformar espaço em Santa Terezinha

    Tem coisa que a gente vê acontecer e sente que é mais do que uma obra, mais do que uma reforma, mais do que uma reunião de prefeitura. É uma daquelas notícias que chegam quietas, sem alarde, mas que carregam dentro delas o peso de muito trabalho duro, de mãos calejadas, de madrugadas frias e de uma teimosia bonita de quem não desiste de plantar mesmo quando o mercado, o tempo e a vida não colaboram. Foi assim que a semana passada chegou para os produtores rurais de Santa Terezinha de Itaipu.

    Na última sexta-feira, a Prefeitura convocou uma reunião que, pelo tamanho do que foi discutido, merecia muito mais do que uma sala de reuniões. Sentados à mesa estavam agricultores, feirantes, representantes do setor produtivo e gestores municipais. O assunto era um só: o futuro da Feira do Produtor Rural. E o que foi apresentado naquele encontro pode mudar a história desse espaço que é, para muita gente daqui, muito mais do que uma feira. É sustento, é tradição, é identidade.

    Uma reunião, uma proposta e muita expectativa

    A equipe de Captação de Recursos da Prefeitura foi a responsável por conduzir o encontro. À frente da apresentação, a assessora especial Jenny Brustolin expôs com detalhes o projeto de reforma que a Prefeitura vem desenhando para o espaço. Também esteve presente o secretário de Agropecuária e Meio Ambiente, Rafael Garcia Neto, figura conhecida entre os produtores e que sabe, na prática, o que a agricultura familiar representa para o município.

    O projeto apresentado não é uma simples pintura de parede ou uma troca de piso. É uma reestruturação completa. A proposta prevê a reorganização dos ambientes, a modernização da estrutura física, melhorias de acessibilidade e muito mais conforto, tanto para quem trabalha na feira quanto para quem vai até lá comprar.

    Quem já frequentou a Feira do Produtor Rural sabe que o espaço tem alma. Tem cheiro de queijo fresco, de frango caipira, de broa quentinha. Tem o movimento das primeiras horas do dia, aquele burburinho que mistura conversa de compadre com negociação de preço. Tem criança correndo entre as bancas e avó escolhendo verdura com cuidado de quem sabe o valor do que está levando pra casa. Esse espírito não vai embora com a reforma. Pelo contrário, a ideia é dar a ele uma casa à altura.

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    R$ 1 milhão de razões para comemorar

    Mas de onde vem o dinheiro? Essa é sempre a pergunta que paira no ar quando a prefeitura anuncia uma obra. E dessa vez a resposta é animadora: a Itaipu Binacional confirmou o repasse de R$ 1 milhão para viabilizar a reforma. Um investimento expressivo, que mostra que a parceria entre o município e a maior hidrelétrica do mundo não é só protocolo. É compromisso real com o desenvolvimento regional.

    Para quem não conhece bem como essas captações funcionam, vale explicar: conseguir recursos de uma instituição do porte da Itaipu exige muito mais do que uma boa ideia. Exige projetos bem elaborados, justificativas sólidas, alinhamento com as diretrizes da instituição parceira e, claro, muito trabalho de bastidores. Então, quando a reunião acontece e o valor já está confirmado, é porque muita coisa já foi feita bem antes da reunião.

    A Prefeitura de Santa Terezinha de Itaipu vem investindo na área de captação de recursos justamente para aproveitar essas oportunidades. E esse projeto da Feira do Produtor é um resultado concreto desse esforço.

    Os produtores aprovaram, e isso importa muito

    Uma detalhe que não pode passar despercebido: o projeto foi apresentado aos produtores antes de qualquer decisão final. E foi aprovado por eles. Isso pode parecer pouca coisa, mas não é. Significa que a Prefeitura entendeu que uma feira do produtor rural tem dono, tem comunidade, tem pessoas que vivem aquilo todos os dias. E que qualquer mudança precisa passar pelo crivo de quem realmente usa o espaço.

    Nenhuma obra de qualidade nasce sem essa conversa. Quando o poder público apresenta um projeto e pergunta “o que vocês acham?”, está reconhecendo que o conhecimento de quem está na ponta vale tanto quanto qualquer planilha ou maquete. Os agricultores viram a proposta, tiraram dúvidas, deram suas opiniões e disseram sim. Esse “sim” pesa muito.

    E é exatamente esse tipo de gestão que faz diferença no longo prazo. Uma reforma que nasce com o aval da comunidade tem muito mais chance de ser usada e cuidada. Porque as pessoas cuidam do que é delas.

    O que vem pela frente

    A aprovação do projeto na reunião não significa que a retroescavadeira entra amanhã. Há uma estrada a percorrer ainda, e a Prefeitura foi transparente sobre isso. Os próximos passos incluem a elaboração dos projetos complementares, que são os documentos técnicos que a Itaipu exige para dar andamento formal ao repasse. Arquitetura, engenharia, planilhas orçamentárias, memoriais descritivos. É burocracia, sim, mas é a burocracia que garante que o dinheiro chegue de forma correta e que a obra seja executada do jeito certo.

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    Depois que esses projetos estiverem prontos e entregues à Itaipu Binacional, o município avança para as etapas de aprovação, licitação e, finalmente, execução. É um processo que leva tempo. Mas é um processo que já começou. E começar é, muitas vezes, a parte mais difícil.

    A estimativa é que, cumpridas essas etapas dentro dos prazos esperados, a reforma possa sair do papel em não muito tempo. Nada está garantido no mundo das obras públicas, todos sabemos disso. Mas o caminho foi aberto, os recursos estão comprometidos e a vontade política está demonstrada. Isso já é muito.

    Por que a Feira do Produtor importa tanto?

    Talvez valha a pena parar um segundo e falar sobre o que está em jogo aqui além de tijolos e concreto. A Feira do Produtor Rural de Santa Terezinha de Itaipu não é só um ponto de venda. É um elo direto entre quem produz e quem consome. É o circuito curto que todo mundo defende no discurso, mas que precisa de estrutura para funcionar na prática.

    Quando um pequeno agricultor consegue vender sua produção diretamente ao consumidor final, sem intermediários, ele recebe mais pelo seu trabalho. Quando o consumidor compra na feira, ele paga menos e leva pra casa um produto mais fresco, colhido há poucas horas. Essa equação parece simples, mas ela depende de um espaço que funcione, que atraia pessoas, que seja agradável de frequentar.

    Uma feira com estrutura precária afasta o consumidor. Um consumidor que não vai à feira deixa o produtor sem saída. E um produtor sem saída abandona a terra. Esse ciclo negativo acontece em silêncio, devagar, e quando a gente percebe, já perdemos famílias inteiras do campo. Já perdemos saberes que não se recuperam. Já perdemos a diversidade de produtos que só a agricultura familiar consegue oferecer.

    Por isso, investir na Feira do Produtor é investir em algo muito maior do que quatro paredes. É investir na permanência das famílias no campo. É investir na segurança alimentar do município. É investir na cultura, na memória e na identidade de uma cidade que cresceu olhando para a terra.

    A agricultura familiar precisa de mais do que discurso

    A gente ouve muito sobre valorização da agricultura familiar. Em campanha, no palanque, em nota de imprensa. Mas a valorização de verdade aparece quando a conta bate. Quando o produtor tem um espaço digno para expor e vender o que produziu. Quando ele não precisa encarar uma estrutura improvisada, sem sombra suficiente no verão, sem proteção no inverno, sem organização que facilite o trabalho.

    Quem já trabalhou numa banca de feira sabe o que é passar um sábado inteiro de pé, atendendo, pesando, embrulhando. É cansativo de um jeito bom, aquele cansaço de quem se dedicou de verdade. Mas quando o espaço ajuda, quando tem conforto, quando tem estrutura, esse cansaço é mais fácil de carregar. E quando o espaço está ruim, tudo fica mais pesado.

    A reforma que está sendo projetada pensa nisso. Pensa no produtor que chega antes do sol nascer para montar sua banca. Pensa no visitante que quer fazer compras com conforto e segurança. Pensa na acessibilidade de quem usa cadeira de rodas ou tem dificuldade de locomoção. Pensa num espaço que seja motivo de orgulho para a cidade.

    Um passo que vem de longe

    Projetos como esse não nascem do nada. Por trás de uma reunião de aprovação existe meses, às vezes anos, de conversas, de levantamentos, de visitas técnicas, de contatos com instituições parceiras. A equipe de captação da Prefeitura, que teve um papel central nesse processo, faz um trabalho que muitas vezes é invisível para a população, mas que é absolutamente essencial para que recursos como esse cheguem até o município.

    Captação de recursos é uma área que exige conhecimento técnico, paciência burocrática e uma habilidade enorme de construir pontes entre o que o município precisa e o que as instituições financiadoras estão dispostas a apoiar. Quando isso funciona, o resultado aparece em obras, em projetos, em melhorias concretas para a população. Como essa.

    Santa Terezinha de Itaipu tem uma posição geográfica privilegiada, dentro da área de influência direta da Itaipu Binacional. Saber aproveitar essa posição, construindo parcerias sólidas e apresentando projetos bem fundamentados, é uma responsabilidade da gestão municipal. E, nesse caso, a gestão foi bem.

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    O que o futuro pode trazer

    Com a reforma concluída, a expectativa é que a Feira do Produtor Rural ganhe um novo fôlego. Mais produtores interessados em expor. Mais visitantes atraídos por um espaço moderno e organizado. Mais produtos, mais variedade, mais movimento. E com mais movimento, mais renda circulando entre as famílias que vivem da agricultura.

    Existe também um potencial turístico que não pode ser ignorado. Uma feira do produtor bem estruturada, com produtos típicos regionais, com identidade visual, com organização, se torna um atrativo para visitantes de outras cidades. Quem passa por Santa Terezinha de Itaipu e sabe que tem uma feira boa, para e compra. E quem compra, volta. E quem volta, conta para alguém. Esse é o tipo de economia que cresce de forma orgânica, sem precisar de megaeventos ou investimentos mirabolantes.

    Claro que tudo isso depende de uma execução bem feita. Depende de que a obra saia do papel com qualidade, dentro do prazo e do orçamento. Depende de que a gestão do espaço, depois de reformado, seja à altura do investimento. Mas esses são desafios do amanhã. Hoje, o que existe é um projeto aprovado, um recurso garantido e uma comunidade animada. E isso já é, por si só, uma boa notícia.

    Para os produtores, uma mensagem simples

    Se você é um dos agricultores que esteve naquela reunião na sexta-feira, ou um dos muitos que não puderam ir mas que vive da terra e faz da feira um pedaço da sua renda, saiba que o que foi apresentado ali é real. Não é promessa vaga. É projeto com recurso, com parceiro, com próximos passos definidos.

    O caminho ainda tem etapas pela frente, e a transparência exige que isso seja dito. Mas a direção está certa. A prefeitura foi até vocês antes de decidir. Apresentou, ouviu, ajustou e seguiu em frente com o aval de quem mais importa: os próprios produtores.

    A Feira do Produtor Rural de Santa Terezinha de Itaipu vai crescer. Vai ficar melhor. E quando a reforma estiver concluída, cada banca montada naquele espaço novo vai carregar também um pouco dessa história, dessa reunião de sexta-feira, desse projeto que começou com conversa e vai terminar em obra.

    Porque é assim que as coisas boas acontecem: devagar, com diálogo, com planejamento e com muita vontade de fazer certo.

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