Portal Blog do Lago

Portal de Notícias da Tríplice Fronteira, com ênfase nas notícias e acontecimentos mais importantes da micro região oeste do Paraná: Foz, STI e SMI.
50% evitam falar do envelhecimento do pet, mostra pesquisa

    50% evitam falar do envelhecimento do pet, mostra pesquisa

    Pesquisa da Royal Canin com 1.000 tutores brasileiros mostra que metade dos entrevistados evita falar sobre o envelhecimento de cães e gatos. O resultado ajuda a explicar por que muitos donos só procuram o veterinário quando o pet já apresenta problemas de saúde visíveis.

    pin 1 estatistica

    Falar sobre a idade do cachorro ou do gato ainda incomoda boa parte dos brasileiros. Um levantamento encomendado pela Royal Canin e conduzido pela Censuswide ouviu 1.000 tutores de cães e gatos no país e descobriu que metade deles evita o assunto. O motivo não é falta de informação, é emocional: 67% dos que preferem não tocar no tema dizem que só pensar nisso já causa tristeza.

    Outra parte considerável, 38,7%, evita enxergar o pet como idoso justamente porque ele é tratado como parte da família. E 63% dos entrevistados temem não conseguir dar o suporte necessário ao animal conforme a idade avança.

    Quando o dono só percebe o problema

    Essa resistência em falar sobre envelhecimento tem efeito direto na rotina de cuidados. Mais de um terço dos tutores, 34,3%, admite só pensar no assunto quando surge algum problema de saúde. Já 35,2% afirmam não adotar medidas preventivas porque o pet aparenta estar bem e não mostra sinais visíveis de idade.

    O problema é que, segundo especialistas, os sinais mais associados popularmente ao envelhecimento, como redução do ritmo nos passeios, pelos brancos, perda auditiva e mudanças na visão, costumam aparecer só em fases já avançadas. Antes disso, o corpo do animal já vem passando por alterações silenciosas.

    Janela crítica: pesquisas do Royal Canin Research Center apontam que a meia-idade, entre 6 e 8 anos para gatos e entre 5 e 7 anos para cães, é o período em que mudanças no metabolismo, na composição corporal e na mobilidade começam a ocorrer, ainda sem sinais visíveis.

    Essa fase coincide com um momento específico no Brasil. Muitos animais adotados durante a pandemia de covid-19 estão chegando agora exatamente à metade da vida, o que torna o tema ainda mais urgente para quem levou um pet para casa entre 2020 e 2021.

    O que os tutores dizem sobre check-ups e custos

    A pesquisa também mostra um retrato misto quando o assunto é cuidado preventivo. 61,2% dos tutores afirmam levar o pet para check-ups regulares, e 38,5% procuram atendimento veterinário assim que percebem mudança de comportamento. Por outro lado, 25% apontam o custo veterinário como obstáculo para agir de forma preventiva.
    pin 2 janela critica
    Priscila Rizelo, médica-veterinária e gerente de Comunicação e Assuntos Científicos da Royal Canin Brasil, resume o desafio. “O envelhecimento de nossos pets começa antes do que muitos de nós imaginamos, frequentemente durante a metade da vida, quando gatos e cães ainda parecem perfeitamente saudáveis e cheios de energia. Como médicos-veterinários e também como responsáveis por eles, sabemos como é fácil focar no presente quando os animais estão bem e o quanto pensar neles chegando à maturidade pode ser angustiante. No entanto, iniciar check-ups e conversas de forma preventiva é a chave para garantir não apenas uma vida mais longa, mas com mais qualidade e saúde”, afirma.

    O que mais preocupa os tutores

    Entre as doenças temidas pelos tutores, o câncer aparece em primeiro lugar, citado por 42,5% dos entrevistados. Na sequência vêm problemas de mobilidade e articulações, com 28,9%, e doenças renais, com 11,3%. O padrão mostra que a preocupação ainda está concentrada nas consequências da idade avançada, não na prevenção que poderia evitar ou adiar esses quadros.

    Quando perguntados sobre o que mais impacta a qualidade de vida do pet na maturidade, os tutores citaram nutrição específica (35,2%) e check-ups regulares (34,1%). Já 46,6% destacaram a importância de compreender o próprio processo de envelhecimento do animal.

    Mudança de rotina: 33% dos tutores dizem estar dispostos a adaptar a rotina da família pelo pet, incluindo levá-lo com mais frequência em atividades (51,7%), reduzir passeios fora de casa (39,9%) e até considerar mudar de residência para atender às necessidades do animal (27,9%).

    O vínculo afetivo por trás dos números

    A pesquisa também mostra o tamanho do vínculo entre tutores e pets no Brasil. Mais da metade dos entrevistados, 50,4%, celebra os marcos de idade dos animais todos os anos, e 77,7% compram presentes nessas datas, com gasto médio de R$ 178,93. Para 57,5% dos tutores, o pet é visto como um filho ou irmão, e 36% afirmam gastar mais com presentes para o animal do que para parceiros ou outros membros da família.
    pin 3 checklist
    Para Priscila Rizelo, essa fase da vida dos chamados “pets da pandemia” é uma oportunidade de mudar a forma como o envelhecimento é encarado. “Ele não deve ser visto como o início dos problemas, mas como um convite para agir de forma preventiva. Quanto mais cedo começamos a cuidar da saúde dos nossos pets, maiores são as chances de proporcionar mais anos de vida com qualidade. Esse é o verdadeiro significado da longevidade saudável”, conclui.

    Equipe Blog do Lago – Foto: Divulgação/ROYAL CANIN®

    envelhecimento de pets, longevidade saudável de cães e gatos, saúde do pet, cuidados preventivos veterinários, Royal Canin, pets da pandemia, check-up veterinário, nutrição para pets idosos, mobilidade em cães idosos, doenças renais em gatos, câncer em pets, tutores de animais no Brasil, medicina veterinária preventiva, envelhecimento saudável animal, vínculo afetivo com pets