Crimes ambientais no Parque Nacional do Iguaçu: PF deflagra operação
Urgente: A Polícia Federal, em conjunto com o ICMBio e a Polícia Militar, desmantelou um esquema de caça predatória que ameaçava a biodiversidade da nossa região. A Operação Predador Oculto revelou táticas cruéis usadas contra a fauna no Parque Nacional do Iguaçu.
PF deflagra Operação Predador Oculto em Serranópolis do Iguaçu
Na manhã desta terça-feira (27/01), a tranquilidade de Serranópolis do Iguaçu, no oeste do Paraná, foi interrompida por uma forte ofensiva estatal. A Polícia Federal (PF) deu início à Operação Predador Oculto, uma ação estratégica voltada para extinguir focos de crimes ambientais no Parque Nacional do Iguaçu.
Com o suporte da Polícia Militar (Força Verde) e do ICMBio, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Os alvos? Residências urbanas e rurais situadas estrategicamente na linha de divisa com a área de conservação, locais que serviam de base para a logística da caça ilegal.
[ngg src=”galleries” ids=”808″ display=”pro_mosaic” maximum_entity_count=”500″]
Táticas cruéis e caça “esportiva”
As investigações são chocantes. A perícia identificou estruturas ativas de caça dentro da unidade de conservação, incluindo:
- Saleiros e cevas: Alimentos como milho eram escondidos em canos de PVC para atrair os animais.
- Jiraus: Plataformas montadas no topo de árvores onde os caçadores aguardavam o momento exato para o abate.
Segundo a Polícia Federal, não se trata de caça para subsistência, mas sim de uma prática recreativa e cultural enraizada, executada com planejamento frio. Os criminosos aproveitavam os períodos de escassez de alimentos para atrair espécies raras da Mata Atlântica para uma armadilha mortal.
Prisões, armas e rinha de galo
O saldo da operação foi imediato. Durante as buscas, os agentes encontraram um arsenal e evidências de outros crimes:
- 04 armas de fogo e munições apreendidas;
- Grandes volumes de carne de animais silvestres congelada;
- Estrutura completa para a prática de rinha de galo.
Um dos investigados foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e maus-tratos. Os envolvidos agora respondem por caça em unidade de conservação, penetração em área protegida com instrumentos proibidos e dano direto ao patrimônio ambiental, conforme a Lei de Crimes Ambientais.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O que é a Operação Predador Oculto?
Quais as penas para crimes ambientais no Parque Nacional?
A caça é hoje a maior ameaça à biodiversidade do Parque Nacional do Iguaçu. A resposta firme das autoridades é essencial para garantir que este remanescente de vida silvestre continue de pé.
Equipe Blog do Lago – Imagens: Comunicação Social da Polícia Federal em Foz do Iguaçu/PR – CS/PF/Foz













