Golpe Compras Paraguai: Veja Como se Proteger
Quem mora em Foz do Iguaçu ou planeja visitar a região para fazer compras no Paraguai precisa ficar de olho em um golpe que vem crescendo de forma preocupante. Falsos guias de compras abordam turistas ainda em solo brasileiro e podem levar as vítimas a sequestros-relâmpago em Cidade do Leste. Os números assustam: em 2025, foram 67 ocorrências registradas pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp). Em 2026, só até fevereiro, já havia 16 novos casos.
Como o golpe funciona
Os criminosos aparecem nas ruas de Foz do Iguaçu com coletes, crachás falsos e panfletos com visual profissional. A abordagem parece inofensiva: prometem eletrônicos, perfumes, roupas e medicamentos com até 50% de desconto, criando urgência para fisgar quem não conhece bem a dinâmica das compras na fronteira.
A vítima é convencida a seguir para lojas falsas ou depósitos isolados em Cidade do Leste. Lá, paga adiantado ou é forçada a transferir via Pix. Então vem a parte mais grave: ameaças com armas, confinamento e exigência de resgate que pode chegar a R$ 10 mil.
Um caso recente chamou atenção: um jovem de 27 anos, de Maringá, conseguiu escapar de um cativeiro depois que amigos acionaram a polícia. O detalhe importante é que o golpe começou ainda no Brasil, onde os falsos guias conhecem os horários de pico na Ponte da Amizade e sabem exatamente como abordar quem está empolgado com as compras.
A Polícia Turística do Paraguai é direta no alerta: não existe serviço oficial de guias de compras no país. Qualquer pessoa que se apresente como guia nas ruas, seja no lado brasileiro ou paraguaio, deve ser encarada com desconfiança imediata.
Sinais que entregam o golpe
Antes de cair na armadilha, preste atenção nestes avisos:
- Abordagem na rua oferecendo “guia grátis” ou desconto impossível de acreditar
- Preços muito abaixo do que qualquer loja oficial pratica
- Insistência para levar você a locais fora dos shoppings conhecidos, como becos, prédios vazios ou depósitos
- Pedido de pagamento adiantado sem entrega imediata do produto
- Uso de moto ou carro para “ir buscar o melhor negócio”, separando você do grupo
- Qualquer tentativa de afastar você de pessoas conhecidas
Como se proteger antes de cruzar a ponte
A boa notícia é que as compras no Paraguai seguem valendo a pena quando feitas com planejamento. Veja o que fazer:
Antes de sair: vá em grupo, avise alguém sobre seu roteiro e horário de retorno. Leve documento original (RG ou passaporte) e prefira dinheiro vivo em doleira discreta. Evite joias e acessórios chamativos que chamem atenção desnecessária.
Na fronteira e em Cidade do Leste: atravesse pela Ponte da Amizade ou Santerém e vá direto para os shoppings de reputação conhecida, como Shopping Paris, China, Del Este, Sax, Cellshop ou La Petisquera. Pesquise os preços antes no Google e exija nota fiscal em toda compra. Teste eletrônicos na hora e verifique se a embalagem está intacta. Lembre também da cota de US$ 500 por pessoa a cada 30 dias em compras terrestres. O que passar disso é taxado em 50% na Receita Federal.
Durante as compras: mantenha celular carregado e contatos de emergência salvos. Se alguém se aproximar oferecendo guia ou “negócio especial”, diga que não precisa e siga andando para áreas mais movimentadas.
O que fazer se cair no golpe
Se a situação escapar do controle, a prioridade é a vida, não o dinheiro ou os produtos. Tente contato discreto com familiares ou amigos pelo celular para acionar ajuda. Na primeira oportunidade segura, saia do local. Procure a Polícia Turística paraguaia perto da aduana ou ligue 141 no Brasil.
Depois de estar em segurança, registre boletim de ocorrência na Polícia Civil de Foz (190) e no site da Sesp. Denúncias na Polícia Federal ajudam a rastrear as redes criminosas por trás dos golpes. Evite pagar resgate sem orientação policial, porque o pagamento financia a continuidade do crime.
Informação é a melhor proteção
Shoppings movimentados são mais seguros do que qualquer “oferta secreta” de rua. Compartilhe este aviso com quem está planejando a travessia, especialmente em janeiro e fevereiro, quando os casos costumam aumentar junto com o fluxo turístico. A fronteira tem muito a oferecer, mas exige atenção redobrada.
Equipe Blog do Lago – Foto meramente ilustrativa gerada por IA












