Esquecemos os nomes dos pássaros: Poesia, memória e resistência
Destaque do Editor: A poesia pode ser um refúgio em tempos de barbárie? A escritora mineira Sarah Munck prova que sim. Seu novo lançamento, “Esquecemos os nomes dos pássaros”, é um manifesto de resistência feminina e acessibilidade que você precisa conhecer.
Em um cenário onde a arte se faz urgente como ferramenta de sobrevivência, a poeta e professora Sarah Munck apresenta ao mundo sua mais nova obra: Esquecemos os nomes dos pássaros (Provérbio Editora, 97 págs.). O livro chega construindo uma narrativa poética profundamente engajada com as dores coletivas e as resistências íntimas, colocando a linguagem a serviço da denúncia e da memória.
A obra transita com maestria entre o lírico e o político, dando corpo a experiências que foram historicamente silenciadas. Segundo a autora, o objetivo foi construir um tecido de imagens que revelam as marcas da violência, da guerra e da desigualdade social, expandindo-se do íntimo para o político.
Acessibilidade: Um Livro para Todos os Sentidos
Um dos grandes diferenciais deste lançamento é o seu compromisso com a democratização da leitura. Viabilizada pelo Edital Murilão, da Fundação Cultural Ferreira Lage (FUNALFA), a publicação se destaca pela total acessibilidade.
O leitor encontrará um QR code na capa que direciona para uma experiência multimídia, contendo:
- Audiodescrição da capa;
- Vídeos com a declamação em voz feita pela própria autora;
- Interpretação completa em Libras de todos os poemas, realizada por uma profissional da área.
Diálogos com Anne Frank e a Memória Ferida
A estrutura de Esquecemos os nomes dos pássaros é organizada em seções temáticas como “enxoval”, “extermínio” e “angelus novus”, criando um mosaico de poemas que dialogam entre si. Dentro desse mosaico, surge um fio condutor poderoso: a figura de “Kitty”, do diário imaginário de Anne Frank.

Sarah Munck utiliza cartas dirigidas a Kitty para recriar o gesto de escrever para alguém que escuta, mesmo quando o mundo ao redor impõe o silêncio.
“A palavra ‘Kitty’ me permite escrever para além de mim. É uma escuta, uma confidente… Ao falar com ela, dialogo com todas as meninas silenciadas pela violência.” — Sarah Munck
Além de Anne Frank, a obra estabelece pontes literárias e filosóficas com nomes como Walter Benjamin, Federico García Lorca e Heba Abu Nada, buscando realocar a palavra como um abrigo para memórias feridas.
(Leia mais: A importância da literatura de autoria feminina em Minas Gerais)
Sobre a Autora Sarah Munck
Natural de Juiz de Fora (MG), Sarah Munck é uma voz consolidada na academia e na literatura. Graduada, mestre e doutora em Letras pela UFJF, ela atua como professora efetiva do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG).
Com menção honrosa no Prêmio Ria Livraria, ela é autora de “O diagnóstico do espelho” (2023) e agora lança esta nova obra em 2025.

Ficha Técnica e Onde Comprar
Para quem deseja mergulhar nessa leitura ética e estética, confira os detalhes abaixo:
- Título: Esquecemos os nomes dos pássaros
- Autora: Sarah Munck
- Editora: Provérbio Editora
- Páginas: 97
- ISBN: 978-65-88135-69-3
O livro pode ser adquirido diretamente no site da Provérbio Editora ou solicitando via e-mail para a autora ([email protected]).
Perguntas Frequentes (FAQ)
O livro possui recursos de acessibilidade?
Sim. A obra conta com um QR code que dá acesso à audiodescrição da capa, vídeos com a autora declamando os poemas e interpretação completa em Libras.
Qual é o tema principal de “Esquecemos os nomes dos pássaros”?
O livro aborda vozes femininas, memórias de guerra, violência social e resistência, utilizando a poesia como forma de denúncia e refúgio.
Onde posso comprar o livro da Sarah Munck?
Você pode adquirir a obra no site da Provérbio Editora ou diretamente com a autora através do e-mail oficial.








