Manifestantes entram em confronto com a polícia na Venezuela

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Manifestantes da oposição na Venezuela entraram em confronto com a polícia na manhã deste sábado, nos preparativos de um comício que pretende pressionar o presidente Nicolás Maduro, enquanto a eletricidade permanece intermitente, depois do pior blecaute do país em décadas.

Dúzias de manifestantes tentaram caminhar em uma avenida de Caracas, mas foram movidos às calçadas pela tropa de choque da polícia, levando-os a gritar contra os policiais e empurrar seus escudos. Uma mulher foi atingida com spray de pimenta, de acordo com uma emissora local.

A nação da Opep entrou na escuridão na noite de quinta-feira, no que o governo do Partido Socialista chamou de sabotagem patrocinada pelos Estados Unidos, mas críticos da oposição ridicularizaram o blecaute como o resultado de duas décadas de administração ruim e corrupção.

“A polícia bate em nós, embora sofra da mesma calamidade”, disse Lilia Trocel, 58, uma comerciante. “Eu ainda não tenho energia e perdi parte da minha comida”, disse ela, referindo-se à comida estragada pela falta de energia.

Ao longo da noite, a polícia impediu organizadores da manifestação de armarem um palco no local do comício, disseram parlamentares de oposição no Twitter.

O Partido Socialista convocou uma manifestação paralela para sábado para protestar contra o que chama de imperialismo dos Estados Unidos, que impôs severas sanções ao governo de Maduro, tentando cortar suas fontes de financiamento.

 

Apagão

Depois de mais de 20 horas sem energia elétrica, o serviço foi retomado parcialmente em algumas áreas de Caracas e do interior do país, mas outras cidades, como Maracaibo e Barinas, completavam 40 horas sem fornecimento, segundo a Reuters.

ctv-h25-venezuela-apago-venezuelaVenezuela se recupera de um apagão devastador em Caracas.  Foto: Meridith Kohut/The New York Times

O apagão da Venezuela, que começou na tarde de quinta-feira, afetou inclusive o Estado de Roraima, que precisou recorrer às suas cinco termoelétricas para suprir a energia normalmente procedente da principal hidroelétrica venezuelana de Guri.

A extensa interrupção ocorre em um momento em que o país é sacudido por instabilidade política, hiperinflação e recessão econômica.

Organizações não governamentais denunciaram que a falta de fornecimento de energia e o mal funcionamento, ou a falta de geradores de emergência em hospitais públicos, provocaram, na sexta-feira, as mortes de um recém-nascido e de um adolescente de 15 anos em Caracas.

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