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Iranduba e Flamengo se reencontram no Brasileiro Feminino em confronto recheado de história

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O Campeonato Brasileiro Feminino A-1 é uma competição com muita história e confrontos especiais. Neste domingo (6), na Arena da Amazônia, Iranduba e Flamengo voltam a se encontrar em jogo importante para as duas equipes. A bola rola às 16h e encerra o dia para a sexta rodada da competição. Em outras edições, os times definiram duas fases decisivas em 2016 e 2017, com um resultado positivo para cada lado.

Antes do embate, o site da CBF ouviu quatro personagens da história do duelo. Presentes nos elencos atuais dos clubes, Raquel, do Flamengo, e Mayara, do Iranduba, já fizeram gols importantes e voltam a se encontrar novamente. De longe, a zagueira Tânia Maranhão, capitã do Fla até 2017, relembrou um dos jogos que disputou. Por último, a atacante Nathane, que passou pelos dois grupos, contou os momentos que viveu.

Autoras de gols em outros confrontos, Mayara e Raquel falam sobre expectativa

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A primeira vez que se encontraram em uma fase diferente foi em 2016, ano em que o time carioca foi campeão brasileiro. Ainda em formato antigo, a segunda etapa do Brasileiro também era disputada em grupos. No turno, vitória do Fla por 3 a 1 no CFZ (RJ), com três gols de Larissa para as donas da casa e um de Nathane para as visitantes. A volta também foi de vitória do Flamengo, desta vez por 2 a 1, com gols de Gaby e Larissa. Mayara descontou para o Iranduba.

O segundo confronto decisivo foi nas quartas de finais de 2017. No jogo da ida, no CEFAN, Rio de Janeiro (RJ), as equipes empataram por 2 a 2, gols de Raquel e Bárbara para o Flamengo, e Sorriso e Driely para o Iranduba. Na oportunidade, o Fla começou perdendo por 2 a 0 já no primeiro tempo e conseguiu o empate com gols aos 42 e 48 minutos da etapa final. Na volta, nova igualdade, desta vez por 1 a 1, gols de Mayara para as manauaras e Tânia Maranhão para as rubro-negras. Com o resultado na Arena da Amazônia, em Manaus (AM), o Hulk avançou.



Mayara fez o gol que garantiu a classificação do Iranduba no Brasileirão Feminino de 2017

Créditos: Mauro Neto/Sejel

O recorde de público do confronto também foi um dos maiores de 2017 e do Brasileirão Feminino na história. Na Arena da Amazônia, na partida da volta, mais de 15 mil pessoas estiveram presentes no empate que classificou as donas da casa. Quem lembra muito bem deste dia é Mayara, autora do gol que deu a vaga ao Iranduba e de outro em 2016, que falou sobre as expectativas para o duelo.

“O jogo que mais me marcou foi quando fiz o gol da classificação para as semifinais em 2017. Foi um momento especial na minha carreira. Assim como naquele dia, vai uma partida muito difícil, pois o time do Flamengo tem bastante qualidade. A gente vem trabalhando bastante e esperamos fazer um bom jogo e trazer a vitória”, afirmou.

Quem também falou sobre o que espera do duelo foi a lateral Raquel. Três anos atrás, ela comandou a reação do Rubro-Negro nas quartas do Brasileirão Feminino em jogo que terminou empatado por 2 a 2 no Rio.

“Lembro que não fizemos um primeiro tempo tão bom e elas aproveitaram as chances. No intervalo, corrigimos algumas coisas e voltamos com tudo para buscar a vitória. Fazer gol é sempre bom (risos), ainda mais num jogo de quartas de final em casa e com apoio da nossa torcida. Foi algo maravilhoso. Sabemos da responsabilidade e da importância dessa partida. Vamos para Manaus com o objetivo de buscar os três pontos e subir na tabela”, destacou.

Nathane comenta relação com Arena da Amazônia

A carreira de Nathane Fabem tem ligação direta com os dois protagonistas de domingo. Aos 30 anos, atacante teve breves passagens por Iranduba, em 2016, e Flamengo/Marinha, em 2017 e 2018. Apesar do pouco tempo, a relação de carinho ficou, assim como as boas memórias.

“Atuei pouco tempo pelos clubes, mas a relação com ambos foi muito boa. O Iranduba foi o clube que comecei a jogar futebol feminino nacionalmente, pois comecei com 17 ou 18 anos e jogava mais estadual. Foi isso que ajudou o começo da minha carreira. No Flamengo também foi muito bom. Tive poucas oportunidades, mas aprendi muito”, lembrou.

Iranduba x Corinthians

Nathane jogou por Iranduba e Flamengo, marcando o primeiro gol de uma mulher na Arena da Amazônia

Créditos: Michael Dantas / ALLSPORTS

Nathane esteve presente nos dois duelos decisivos entre as equipes, um de cada lado. No primeiro deles, marcou um gol para o Hulk da Amazônia, sendo recebida com carinho no ano seguinte na Arena em Manaus.

“É bom estar em jogos decisivos. No Iranduba joguei na segunda fase contra o Fla, mas infelizmente perdemos. Mesmo assim foi bom, pois foi o primeiro ano que o clube avançou. Foi bem importante para nós. Em 2017 eu não joguei, mas foi importante por chegarmos nas quartas e por ter voltado na Arena. Muita gente estava torcendo por mim em Manaus, então foi bom ver o carinho que eles têm por mim”, falou a jogadora.

Em março de 2016, a atacante foi a primeira mulher a fazer um gol na Arena da Amazônia. Palco da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016, o local virou casa dos times do estado. Diante de mais de 8 mil pessoas, recorde de público em um jogo do Iranduba na época, o time amazonense recebeu o Corinthians em jogo válido pela primeira rodada da segunda fase do Brasileirão Feminino. A equipe da casa resistiu à pressão inicial do clube paulista e chegou a fazer 2 a 0, mas acabou cedendo o empate por 2 a 2.

“É sempre bom marcar. Na época eu falei que foi o começo de um momento e da melhora do futebol feminino. O ano de 2016 foi muito bom para a modalidade, pois levamos muita torcida para os jogos em Manaus. Isso gerou surpresa para muita gente, pois não era comum. Com esse gol, com todo o nosso histórico, foi muito positivo. Isso me deixa muito feliz. A Arena é muito especial pelas pessoas também, que sempre me apoiaram. Tem torcedores que até hoje mandam mensagens torcendo antes dos jogos. Fico muito feliz por termos carregado algo positivo de lá”, concluiu.

Tânia Maranhão lembra último gol pelo Fla e declara torcida

Tânia Maranhão fez o gol de empate do Flamengo contra o Iranduba no Brasileiro Feminino 2017

Tânia Maranhão fez o gol de empate do Flamengo contra o Iranduba no Brasileiro Feminino 2017

Créditos: Michael Dantas/All Sorts

O nome de Tânia Maranhão é conhecido no meio do futebol feminino. Parte de uma das principais gerações da Seleção Brasileira Feminina, a zagueira também fez parte de uma fase importante do Flamengo/Marinha, time que defendeu de 2015 a 2017, conquistando o título do Campeonato Brasileiro. Na eliminação rubro-negra na Arena da Amazônia, a defensora encerrou sua passagem pelo time carioca com um gol que voltou a equipe para a disputa.

“Para mim foi uma satisfação muito grande honrar a camisa do Flamengo, até por ser flamenguista, ainda mais por fazer um gol na Arena da Amazônia. A torcida surpreendeu a gente, pois não esperávamos que tanta gente ia comparecer. O gol foi super importante e nos colocou no jogo novamente, mas infelizmente tivemos um outro gol anulado. Mas foi uma alegria muito grande. Eu já havia jogado nesse estádio antes pelo 3B e sempre foi muito público. O povo amazonense ama e valoriza muito o futebol feminino. Fico feliz por um estádio como esse ser a casa da modalidade no estado”, completou Tânia.

Torcedora declarada do Fla, ela já tem lado definido para a partida de domingo – e não apenas pelo coração rubro-negro. Em sua época jogando no Rio de Janeiro, ela tinha Celso Silva, atual técnico do time, como auxiliar na comissão. Após anos trabalhando com ele, a zagueira deseja o sucesso do comandante.

“Estou na torcida pelo Flamengo nesta partida e acreditando na vitória, principalmente agora que uma pessoa que sempre amei muito, que é o Celso está no comando. Ele é um grande profissional, faz um trabalho ótimo e é dedicado. O Flamengo sempre vai estar no meu coração e tem a minha torcida”, completou.

Fonte: Assessoria CBF

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