SAÚDE CRÔNICA: Um novo ano, uma nova história!

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Por esses dias saí para um recesso do trabalho afim de me juntar aos meus pais, irmãos e filhos para viajar durante uma semana e recuperar um pouco da energia consumida lentamente ao longo do ano que passou. Tivemos dias incríveis, vivenciando algo que a há quase 20 anos não ocorria: viajarmos todos juntos. E foi mágico! Pudemos aproveitar da companhia uns dos outros com tudo que temos de melhor: as conversas, brincadeiras, conselhos sobre a vida e todo o carinho envolvido. Claro, como toda família, temos nossas diferenças e discussões acontecem, mas nada que não seja rápido de resolver e superar.

Como não tínhamos muitos dias e metade da família mora no Pará e a outra em Brasília, tivemos que fazer uma escolha prática. Uma vez que meus pais já estavam por aqui, depois de passar as festas de final de ano, decidimos ir a uma cidadezinha no interior de Goiás, muito conhecida por suas águas termais e piscinas naturais. E foi durante uma noite de lua cheia, grande e reluzente no céu, que eu estava aproveitando o sono dos meninos para ouvir música dentro de uma piscina de água quente enquanto avaliava minha vida.

Todos os anos essa situação se repete. E não sou apenas eu. Em dezembro, grande parte das pessoas pára, por um momento, para refletir sobre a vida e analisar o que aconteceu de errado, prometendo intimamente para si mesmas que no ano seguinte tudo vai ser diferente e que os problemas não as alcançarão ou, pelo menos, novas soluções serão usadas para transpor essas dificuldades. Então, por ser o primeiro mês do ano, janeiro é visto como a época de expectativas para dar o pontapé inicial a novos projetos, uma vida nova ou recomeço. É como se ao começo de cada ano, nossa vida fosse um livro de páginas em branco que lentamente podemos ir preenchendo com a história que quisermos.

E apesar de que a qualquer momento da vida, é possível fazer diferente e mudar nossa trajetória, essa simbologia do começo do ano serve para chamar a atenção da nossa saúde mental. É preciso ter um momento de descanso para colocar as ideias em ordem e, às vezes, é preciso ter ajuda. O acúmulo de pequenos problemas, repetidos todos os dias, podem provocar consequências sérias em qualquer pessoa. E nem estou falando de grandes problemas. Mas o que quero dizer aqui é que uma vez ouvi um conselho sobre o papel das pessoas queridas na ajuda dos nossos problemas. Elas podem até não resolver a situação, mas, pelo menos podemos esperar um abraço, como uma forma silenciosa de dizer “estou aqui, você não está sozinho”.

Pode parecer um conselho óbvio, mas, sempre que estiver imerso em problemas, é fundamental escolher estar ao lado de pessoas que nos amam, que fazem o bem, que se importam com a gente. O suporte familiar e dos amigos é um fator de proteção contra o sofrimento. E se temos com quem contar, ficamos mais fortes para suportar as dificuldades.

E é aí que entra minha família! Eles são a força que me sustenta nos dias difíceis e fazem de tudo para que eu possa continuar sempre em frente, mesmo em meio aos tombos da vida. Por isso, carrego no peito um medalhão em homenagem a eles, com a inscrição que diz: “Família é onde a vida começa e o amor nunca termina”.

Material publicado originalmente na Agência do Rádio

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