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Informação de qualidade na Tríplice Fronteira

Projeto “Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência” em STI

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Discutir idéias e elaborar medidas que garantam que meninos e meninas tenham acesso às informações e aos serviços de saúde sexual de qualidade – adequadas à idade -, além de obterem insumos que permitam evitar uma gravidez não intencional. Esses foram os tópicos que guiaram o terceiro módulo de capacitação do projeto “Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná”, que acontece por meio da parceria entre o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Itaipu Binacional e municípios.

O terceiro encontro, realizado na terça-feira, 20, em Santa Terezinha de Itaipu, apresentou a temática “Adolescência e Diversidades”. O encontro contou com a participação de profissionais das áreas de saúde, assistência social e educação, que trabalham diretamente com adolescentes. Juntos, os profissionais puderam trocar experiências e elaborar estratégias acerca do tema.

Segundo a analista técnica do projeto e responsável por conduzir os módulos, Cintia Cruz, o objetivo do projeto é fortalecer as políticas públicas de saúde na região da tríplice fronteira. “Hoje, estamos realizando o terceiro encontro de um total de dez, com intuito de buscar as melhores soluções com foco no acolhimento desses adolescentes, contribuindo para que as e os jovens, além de exercerem os seus direitos sexuais e reprodutivos com informação e segurança, possam desenvolver habilidades para vida e alcancem seus plenos potenciais”, destacou.

A diretora de Saúde de Santa Terezinha de Itaipu, Eliane Brambatti, acrescentou que “a partir da capacitação a equipe da Secretaria de Saúde irá ampliar o atendimento e acolhimentos aos adolescentes, por meio da troca de experiência, adotando uma nova forma de olhar para esse público”, garantiu.

A enfermeira Denize Boaretto Kaefer trabalha com o atendimento direto as adolescentes no município de Missal. Para ela, é fundamental a troca de informações e experiências de diferentes setores sobre o tema para que os profissionais estejam preparados para atender adolescentes de maneira adequada. “Acho extremamente válido os encontros, pois é um momento em que podemos refletir sobre o que vem sendo realizado em nosso município, além de levar novas idéias por meio do conhecimento adquirido durante a capacitação”, ressaltou.

Sobre o projeto – Ao todo, 51 municípios que integram a Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), fazem parte do projeto. As capacitações estão sendo realizadas em regiões distintas, para que os grupos de participantes sejam mais reduzidos e os debates tenham maior participação dos profissionais. As oficinas fazem parte do eixo “Saúde”.

Iniciado em 2018, o projeto também prevê ações em educação, gestão do conhecimento e comunicação. As ações têm foco no desenvolvimento socioeconômico da região, criando e ampliando oportunidades para que adolescentes e jovens contem com serviços acolhedores de saúde e com profissionais preparados, e tenham garantidas condições de ampliar suas habilidades para a vida e competências socioemocionais.

Texto e foto: DCSTI