Em STI, iniciativa da ONU inspira novos projetos de atenção à adolescência

0

O projeto Dá uma moral aí, desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Santa Terezinha de Itaipu, município localizado no oeste do Paraná, reúne adolescentes, pais e profissionais da saúde, educação e assistência social para debater sexualidade e outros temas pertinentes à adolescência.

A iniciativa foi inspirada no projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil em parceria com a ITAIPU Binacional.

Juntos, os projetos têm possibilitado que adolescentes e jovens ajudem na construção de serviços acolhedores de saúde e tenham também garantidas as condições de ampliar suas habilidades para a vida e suas competências socioemocionais.

Envolver pais, mães e responsáveis em atividades e rodas de conversa para falar sobre adolescência. Esse tem sido o diferencial do projeto Dá uma moral aí, desenvolvido pela Secretaria de Saúde de Santa Terezinha de Itaipu, no oeste do Paraná.

O município faz parte dos que participam do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência no Oeste do Paraná, uma iniciativa do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a ITAIPU Binacional.

Iniciado em julho de 2019, o grupo Dá uma moral aí reúne adolescentes de diferentes idades para um acompanhamento psicológico realizado pela Secretaria de Saúde do município. A iniciativa foi estruturada para acontecer em 11 encontros, sendo oito com adolescentes e três voltados especificamente para pais e responsáveis.

Melhorando as competências socioemocionais

Marize Meri Adoryan é uma das mães que participa do grupo. Para ela, as reuniões têm ajudado na relação com a filha, inclusive para saber lidar, conversar e interagir com a adolescente sobre os assuntos mais íntimos.

“As psicólogas comentando e falando maneiras de lidar melhor com os filhos, como elogiar, agradecer e se impor, me ajudaram bastante”, ressaltou a mãe.

A filha de Marize, Raissa Adoryan Kosak, de 14 anos, também reconhece a importância do grupo. Ela diz que tem se aproximado e conversado mais com a mãe sobre assuntos que não abordava antes.

Além disso, ela também afirma ter melhorado a própria postura a partir das conversas em grupo e elogiou os profissionais envolvidos com o projeto.

“A linguagem e a forma com que os profissionais trabalham é muito boa. Os assuntos tratados lá muitas vezes não são abordados em outros lugares”, completou Raissa.

A psicologa à frente do grupo, Camila Sueli Trevisan, avalia essencial a participação dos pais nesse processo.

“O objetivo de trazer os pais para o grupo é que eles se sintam responsáveis e não transfiram essa responsabilidade da educação e do desenvolvimento dos adolescentes exclusivamente para a escola e a sociedade”, apontou Trevisan.

Aprimorando os diálogos com adolescentes

Muitas das reuniões realizadas no Dá uma moral aí têm como inspiração os temas trabalhados nas oficinas do projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência, do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) em parceria com a ITAIPU Binacional. Desde junho, foram realizadas quatro capacitações sobre temas como direitos e adolescências; corporalidades e afetividades; diversidade; e violência.

A psicóloga da Camila Trevisan tem participado das capacitações do UNFPA desde o início e afirma que elas têm sido importantes também para o contato com a rede de atendimento a adolescentes de diferentes municípios.

“Os debates nos grupos das oficinas, sobre temas amplos e com visões diferentes, são fundamentais para aprimorar a nossa prática profissional”, ressaltou Trevisan.

A diretora de saúde de Santa Terezinha de Itaipu, Eliane Brambatti, também tem participado das capacitações. Para ela, as oficinas trazem um novo olhar sobre temas do cotidiano para um melhor atendimento do público adolescente.

“As oficinas de capacitação do projeto estão possibilitando as equipes a repensar a forma de acolher adolescentes nos serviços de saúde. Com elas, nós também temos incluído a temática da gravidez na adolescência, que é muito importante, dentro dos grupos já existentes”, destacou Brambatti.

Aproximação e fortalecimento de redes

As capacitações são oferecidas a profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social dos municípios que aderiram ao projeto do UNFPA de prevenção e redução da gravidez não intencional na adolescência.

Além de reunir olhares diversos sobre os temas trabalhados, a presença de profissionais de diferentes formações e que atuam em diferentes áreas em um mesmo grupo de trabalho tem também fortalecido e aproximado as redes de atendimento a adolescente dos municípios.

Segundo Ana Lídia Pedrotti, psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) de Santa Terezinha de Itaipu, “As capacitações, sendo multiprofissionais, têm colaborado para a troca de informação e para a gente ampliar o nosso alcance através da rede”.

Sobre o projeto do UNFPA

Iniciado em 2018, o projeto Prevenção e Redução da Gravidez Não Intencional na Adolescência nos Municípios do Oeste do Paraná prevê ações em Saúde; Educação; Gestão do Conhecimento; e Comunicação.

As ações têm foco no desenvolvimento socioeconômico, criando e ampliando oportunidades para que adolescentes e jovens ajudem na construção de serviços acolhedores de saúde e também tenham garantidas as condições de ampliar suas habilidades para a vida e suas competências socioemocionais.

Entre as principais ações estão: fortalecer a informação e a educação; ampliar a acessibilidade e a qualidade da atenção nos serviços de saúde; gerar conhecimento e evidências para melhorar as práticas; e embasar políticas públicas e comunicar de maneira simples e eficiente.

Leia a matéria completa no site da ONU clicando aqui!

Leave A Reply

Your email address will not be published.