Encontros e Caminhos promoveu mais de 100 ações no Oeste em dois meses

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Somente no último bimestre, mais de 30 nascentes já foram recuperadas. Fotos: Luciany Franco

De agosto a setembro, a Itaipu Binacional e seus parceiros do projeto Encontros e Caminhos desenvolveram mais de 100 atividades sociais, culturais e ambientais nos 54 municípios da região Oeste do Paraná. A iniciativa faz parte de um convênio firmado entre a empresa, por meio da Divisão de Educação Ambiental (MAPE.CD), e o Conselho dos Municípios Lindeiros. 

O convênio prevê oficinas de construção de cisternas, recuperação de nascentes, hortas comunitárias, grafites, cultura e educação, campanhas de conscientização, recuperação de áreas degradadas, limpeza de rios, expedições ecológicas e muitas outras ações relacionadas à segurança hídrica e ao bem-estar social. 
    
A gestora do projeto, Luciany Franco (MAPE.CD), explica que o objetivo é trazer benefícios para as comunidades a um baixo custo e envolvê-la nas ações e, ainda, “promover a educação para a sustentabilidade, a conscientização, cultura e formação. Tudo isso a partir do protagonismo comunitário”.

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Oficina de Recuperação de Nascente multiplica o conhecimento. 

Durante o bimestre foram realizadas cerca de duas ações por dia. De acordo com Luciany, o número foi bom, mas a forte estiagem que atingiu a região prejudicou a realização de algumas ações. Entre elas, oficinas de nascentes e plantio de árvores, previstas para acontecer na Semana da Árvore, de 16 a 22 de setembro.

A “mina” dos olhos de Ramilândia

Apesar da estiagem, as oficinas realizadas deram resultados, como a de recuperação de nascentes. Já foram mais de 30 oficinas sobre o tema neste ano. Outras 40 também estão programadas. Em Ramilândia, os moradores da linha Feijão Verde aguardaram ansiosamente pela ação, segundo Luciany. A nascente conservada pelo Encontros e Caminhos irá abastecer diretamente três famílias.

Uma delas é a de Geraldo Pereira de Souza, que sempre precisou do abastecimentos por caminhão-pipa. Após a oficina, o direito a água não será mais um artigo de luxo. “Tinha dias que a gente esquentava a cabeça por pensar que a quantidade de água não seria suficiente. Agora, já posso até pensar em ter uma horta, um galinheiro”, comemora. 

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Dona Aparecida e Seo Geraldo com os netos: depois anos de racionamento de água, agora planejam uma horta.

Para o vizinho, Celso Scotti, a nova fonte o motivou a elaborar planos para o futuro. De acordo com ele, o objetivo é construir uma nova casa na propriedade, criar galinhas e gado. A falta de água também preocupava o prefeito de Ramilândia Wilson Bonamigo. O gestor enalteceu as ações do projeto e afirma que a intenção é multiplicar a técnica para que mais nascentes sejam conservadas e, com isso, sejam reduzidas as dificuldades com a água canalizada no campo. 

Atividades em São Miguel do Iguaçu 

Em São Miguel do Iguaçu, os resultados também animaram os moradores da cidade. A oficina foi realizada em uma área às margens do Parque Nacional do Iguaçu e contemplou a comunidade quilombola. Quase dez famílias dependiam exclusivamente de um poço, que poderia secar a qualquer momento. Após a oficina de nascente, o medo foi embora. A missão é manter a fonte preservada e repassar o conhecimento para outras pessoas. 

Encontros e Caminhos até 2020

Estes e muitos outros exemplos estão despontando pela região. O projeto deve acontecer até março de 2020. No final, a expectativa é de que pelo menos 600 eventos sejam promovidos. “Queremos que as pessoas percebam que, às vezes, basta iniciativa e voluntariado para mudar uma realidade. Os municípios entenderam esse princípio e o retorno está sendo muito bom”, conclui Luciany.

Assessoria

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