Policiais presos recebiam entre R$ 250 e R$ 850 para proteger traficante no Paraguai

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Os policiais paraguaios presos hoje (28) na Operação Norte são acusados de receber entre 300 mil e 1 milhão de guaranis para dar proteção ao narcotraficante brasileiro Levi Adriani Felício, 52. Convertidos em real, esses valores representam entre R$ 250 e R$ 850.

Um dos coordenadores da operação, o promotor Hugo Volpe, não detalhou se o pagamento era mensal ou foi cota única. Ao Campo Grande News, Hugo Volpe afirmou nesta manhã que são 21 policiais presos.

Vinte foram presos nesta segunda-feira após serem chamados para uma suposta reunião na sede regional da Polícia Nacional em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã (MS), a 323 km de Campo Grande. O 21º acusado já estava preso, por outro crime.

Conforme a investigação coordenada pelo Ministério Público do país vizinho, Levi Felício pagava os policiais para não ser preso, para receber informações sobre o movimento da polícia especializada e do MP e para proteção aos cultivos de maconha perto da fronteira com Mato Grosso do Sul.

A operação de hoje cumpriu mandados em Pedro Juan Caballero, Concepción, Santa Rosa del Aguaray, Caaguazú, Ciudad del Este e na capital Asunción. Oito promotores coordenam as investigações apoiados por agentes da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas).

Em entrevista à rádio ABC Cardinal, o ministro-chefe da Senad Arnaldo Giuzzio, disse que durante as investigações para a prisão de Levi Felício, ocorrida no dia 14 deste mês, foram identificadas comunicações entre o traficante e os policiais presos hoje.

Entre os presos está o comissário René Aquino, atualmente lotado no departamento (equivalente a estado) de Alto Paraná, mas que antes chefiava a Comisaría de Pedro Juan Caballero. Também foi preso o comissário geral Germán Arévalos, chefe de investigações da cidade de Coronel Oviedo, cidade na região da capital.

Levi Felício, um dos principais fornecedores de drogas e armas para o PCC (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho, operava em Pedro Juan Caballero, mas foi preso em um apartamento luxuoso na capital paraguaia no dia 14 deste mês.

Ele estava desde 2014 escondido no Paraguai, sob proteção de policiais corruptos. No dia seguinte foi expulso do Paraguai e entregue à Polícia Federal brasileira em Foz do Iguaçú (PR). O presídio para onde ele foi levado não foi revelado pela PF.

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