Produção industrial do Paraná tem a 2ª maior queda entre 15 regiões pesquisadas

No mês de maio, a produção industrial do Paraná teve a segunda maior queda entre os 15 regiões do Brasil pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Segundo a pesquisa, entre abril e maio, a queda na indústria do estado foi de 18,4%, ficando atrás apenas do Mato Grosso, que apresentou recuo de 24,1%. O IBGE afirma que os dados negativos são reflexos da greve dos caminhoneiros, que ocorreu no mês de maio.

A redução da indústria paranaense foi maior do que a nacional, que registrou queda de 10,9%, na comparação entre abril e maio.

Ainda conforme o IBGE, a produção industrial do Paraná acompanhou a queda registrada em 14, das 15 regiões pesquisadas.

De acordo com Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a indústria do estado teve prejuízo de aproximadamente R$ 3 bilhões com a greve. Ainda conforme balanço da federação, 80% das empresas paranaenses deixaram de produzir durante as paralisações.

O economista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Marcelo Curado afirma que os setores agroindustriais do Paraná foram os que mais sentiram os reflexos da greve.

“A gente teve quase que a paralisia de alguns setores. Alguns sofreram muito por conta da questão da falta de insumos. Por exemplo, o setor de frangos praticamente paralisou a produção”, disse.

Na comparação com o mês de maio de 2017, o Paraná também apresentou queda na produção da indústria. Segundo o IBGE, o estado teve diminuição de 12,0% no setor industrial, a quarta maior redução entre as 15 regiões pesquisadas no país.

O IBGE afirma que a redução se deve, além da greve, ao efeito-calendário, considerando que o mês de maio de 2018 (com 21 dias úteis) teve um dia útil a menos do que maio de 2017 (com 22 dias úteis).

De janeiro a maio deste ano, conforme os dados do IBGE, o acumulado da indústria do Paraná também apresentou resultado negativo (queda de 0,9%), se comparado aos primeiros cinco meses do ano anterior.

O levantamento do IBGE revela que, no acumulado dos cinco primeiros meses de 2018, o setor que apresentou maior queda na produção foi o de produtos alimentícios (-1,64%), seguido pelo setor de máquinas e equipamentos, que apresentou queda de 1,26% de janeiro a maio.

No setor de veículos, a produção industrial teve aumento de 0,90% no acumulado dos cinco primeiros meses. Outros ramos que tiveram crescimento na produção foram os de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,26%), móveis (0,05%), celulose e papel (0,31%), bebidas, produtos de madeira (0,36%), derivados do Petróleo e biocombustíveis (0,26%), além de minerais não metálicos (0,22%).

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