Desafiado pelos filhos, aposentado tenta Enem pela primeira vez aos 68 anos

Aposentado há 23 anos, Gilberto Aquino Bornancin, de 68 anos, realiza neste domingo (4) a primeira fase do Exame Nacional do Ensino Médio pela primeira vez, em Curitiba.

“Sempre quis voltar a estudar, mas o que me motivou de verdade foi que meus filhos me desafiaram, duvidando que eu conseguiria fazer a prova”, confessou o aposentado.

Há quatro anos Gilberto pensa em se inscrever no exame, mas o desafio em tom de brincadeira com os filhos fez com que o plano saísse do papel se tornasse realidade neste ano.

“Quero provar para eles que consigo”, disse.

O aposentado sonha em cursar Direito. Em 1973, ele teve que desistir do curso de Administração por motivos profissionais.

“A minha vida tomou outro rumo, acabei trabalhando na área técnica de operação de sistemas, mas agora quero voltar a estudar”, explicou.

Gilberto disse que não estudou para o exame. Ele aposta na experiência de vida para ir bem na prova.

“Acho que posso me sair bem na redação. Já matemática é uma disciplina mais complicada pra mim”, afirmou.

O estudante de Medicina Veterinária Wesley Yudi Shimazaki, de 21 anos, tentou motivar os inscritos no Enem neste primeiro dia de prova.

Ele levou 120 mensagems impressas para distribuir aos estudantes que chegavam para realizar o exame e levou uma placa motivacional na entrada da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), um dos principais locais de prova de Curitiba.

“Eu sei que tem muita gente que fica nervosa nessas horas e achei que poderia ajudar. Pela reação das pessoas, acho que consegui”, afirmou.

Em Cascavel, no oeste do Paraná, alguns candidatos quase ficaram para fora e foram incentivados por quem estava em frente à FAG, um dos locais de provas do Enem.

Dois estudantes não conseguiram chegar a tempo. Andréia da Cruz, de 22 anos, que tenta uma vaga no curso de Pedagogia, achava que os portões fechavam às 13h30, horário em que começa a prova.

Já Valentim Messina, que quer fazer o curso de Medicina, disse que se atrasou porque não conseguiu um motorista de aplicativo a tempo.

“Não deu tempo. O Uber atrasou. Agora ficou para a próxima vez”, lamentou o estudante.

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